terça-feira, 6 de outubro de 2015

Alguns Desafios para o Ministério na Atualidade

At 13.36 Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais e viu corrupção.

Esse é o nosso momento, a nossa geração e nossa responsabilidade de servir conforme o designio de Deus. Assim como Davi serviu à sua geração, assim nós também devemos cumprir cabalmente o ministério que nos é proposto. Nós que temos sido chamados pelo próprio Cristo, capacitados por Ele, e ordenados na missão da proclamação do evangelho, e de fazer discipulos de todas as nações.
Diferentemente dos tempos bíblicos do novo testamento, e da presença corpórea do Cristo, bem como a incalculável manifestação de seus milagres, diferentemente também da idade média onde o sagrado era a explicação dos questionamentos existenciais , e fornecia sentido e significado à humanidade.
Depois do estabelecimento da era moderna, o racionalismo, o liberalismo teologico, a dualidade cosmológica, e a separação dicotômica antropológica da unidade do ser, permitindo ao ser humano se entender como um ser que possui um corpo, e que sua identidade de gênero pode existir independente deste corpo, temos uma massa humana fragmentada em varias partes, quantas forem possíveis ao racionalismo cientifico, que não consegue se unir em si mesmo, muito menos se compreender ou entender.
Pode se dizer que surgiram tantas saidas e possibilidades à pessoa da pós modernidade, que ao invés de saidas, o que surgiu foi um gigantesco labirinto, que deixaria Dédalo totalmente perdido..assim como as pessoas de nosso tempo... Deste modo a igreja, como ekklesia, pessoas comparadas a luzeiros, Fp 2. 14-15 Fazei tudo sem murmurações nem contendas, 15 para que vos torneis irrepreenssíveis e sinceros filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervetida e corrúpta, na qual resplandecei como luzeiros no mundo. , o primeiro desafio é sermos verdadeiramente luz, que ilumina o caminho para pessoas que vivem  num mundo de trevas, Ef 5. 8 Pq noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como flhos da luz.

1-      Pregar a verdade bíblica pela verdade, que traz sentido e significado à existência humana em meio a uma geração que não quer ouvir...mas que se volta somente para seu próprio ventre que comete o pecado de querer tomar o lugar de Deus, ordenando-lhe que libere suas bençãos, curas, e milagres. É o vaso que quer manipular o oleiro. É a minha oração que move a mão de Deus...é o meu sacrificio de jejum, de monte, de dinheiro, a terra do Sião, a água do Jordão, ou qualquer coisa bizarra que se invente em nome de deus,  que produz o milagre do desejo de pessoas vazias da verdade e do propósito do Senhor Jesus.  2 Tm 4.1-5
E se nós evitamos pregar contra o pecado, por que este ou aquele, que tem um bom dízimo vai sair da igreja, pense bem, talvez esteja vendendo a alma para o diabo, e alimentando de mentiras pessoas que estão cada dia mais longe da salvação.
CORAGEM ! Pq se você estiver pregando a verdade, não tem capeta, oposição, ou o inferno que prevaleça contra o Senhor que vela pela palavra dEle, e nem contra sua vida, muito menos contra o ministério que Jesus confiou a você!

2-      Lutar pela unidade do Corpo de Cristo, pelo vinculo da paz.
Unidade não significa unanimidade, mas pode-se dizer que é uma diversidade que trabalha junto, sob a direção do cabeça que é Cristo. Entender que existe somente um corpo essa é uma verdade simples, porém nosso egoísmo e soberba é uma força contrária de peso para cegar nosso entendimento em assimilar as verdades espirituais da palavra.  Ef. 4. 1-6
Se eu consigo compreender a verdade bíblica de que há somente um corpo, qualquer outra igreja nunca será um adversário, ou oposição para o ministério de Deus em minha vida, ainda que se abra uma obra na porta da frente da igreja em que estou pastor. Por que não pode haver oposição entre os membros de um mesmo corpo, e se existir alguma, talvez a parte que oferece oposição não seja do corpo...

3-      Ser uma igreja missionária, relevante e atuante no seu contexto de existência...
A igreja terá uma vida missionária, se o pastor tiver um coração missionário, Rm 10.13-15 nós temos a responsabilidade! A igreja é aportadora da mensagem de salvação... Logo cabe a esta igreja a proclamação desta mensagem nas diversas formas em que seu contexto exigir, ou seja, o que é proclamado precisa ser entendido pelo que ouve, a linguagem precisa considerar o público que se objetiva atingir.
Será uma igreja relevante, quando conseguir dialogar, e interagir com a sociedade que a cerca, estabelecendo relações de confiança e mutualidade, e ser benção assim como Abraão. “Em ti serão benditas todas as familias da terra”. Quando servir à sociedade, seja por amor de Cristo, e não como troca de favor ou proselitismo.

4-      Ter a humildade de voltar atrás, reconhecer os erros

Pedro quando da hora da ceia, não quis aceitar que Cristo o servisse lavando seus pés, más, ao entender o erro, imediatamente voltou atrás, e disse que Jesus lavasse as mãos,e a cabeça também... O ex presidente JK disse a seguinte frase “Não tenho problema em voltar atrás, pois não tenho compromisso com o erro”. Pensar neste sentido é muito relevante por que estamos todos sujeitos ao erro, e é liquido e certo que em algum momento vamos falhar.  A grande diferença entre os errantes será a postura de reconhecer o erro, e humildemente consertar,  Ap 2.5

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O que é a verdade?




E conhecereis a verdade,  e a verdade vos libertará...” João 8.32


É comum no meio Cristão Evangélico pessoas dizerem que conhecem a verdade, por terem muitos anos que participam de uma comunidade religiosa, ou por terem decorado muitos versículos da Bíblia. Semelhantemente, não faltam argumentos cheios de “verdade” àqueles que não vivem em comunidade alguma e consideram plena e satisfatória a verdade que lhe convém.
Na era de um mundo globalizado de fácil acesso à informação, nem sempre de qualidade, o “deus” google é um oráculo travestido de esfinge, indecifrável e que “devora” seus algozes pelo pluralismo das “verdades” acessíveis ali, bem como os sofismas apresentados pela mídia gospel que busca muito mais vender seus produtos que perpetrar  a evangelização que a justifica. Acrescente-se ai a religiosidade das páginas sociais que mais parece uma disputa, no panteão grego, dos deuses que realizam os desejos daqueles que os invocam...

Daí vale a reflexão: Será que conhecemos a verdade? Ou, de que verdade é essa que o texto bíblico fala? E mais, o que é o conhecer?

Pressupostos:
Considera-se a Bíblia como Palavra de Deus revelada, de maneira especial, ao ser humano, afirma-se também que seu conteúdo é a verdade da qual se apropria este post, considerando a relação da pessoa com o sagrado (Palavra de Deus)
O cerni da questão é: Pessoas defendem determinadas posições e atitudes, baseadas numa  “verdade” bíblica, que de fato não conhecem. Esse é um fenômeno social interessante, porém extremamente prejudicial, pois a cultura da informação rápida e espontânea faz com que falacias se tornem “verdades” absolutas para os que navegam no ópio da superficialidade de qualquer ação reflexiva do saber.

A verdade bíblica é mais que informação, muito mais ampla que conhecimento técnico, imensamente mais profunda que a prédica dominical, as tradições, e as frases clichês adotadas por profissionais da oratória gospel que os vazios da verdade ficam repetindo como um “mântra” ou palavra mágica que trás solução aos problemas.

Conhecer a verdade somente pode acontecer, primeiro, pela iluminação do Espírito Santo, e Ele que nos possibilita discernir a verdade do texto bíblico. Segundo, o conhecimento da verdade transforma nosso caráter, discurso e atitudes necessariamente precisam estar na mesma direção. Por fim Cristo é o arché do saber, ele é o  logos  e a própria verdade.  

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O CONCEITO DE IGREJA COMO ESPAÇO SAGRADO OBJETIVO E SUBJETIVO



                                                                  RESUMO

Pensar no sagrado parece algo inerente à humanidade. Aquilo que é inexplicável é tomado por um adjetivo divino. De maneira aberta este artigo pretende abordar o conceito da igreja como espaço subjetivo, levando em conta que a realização do sagrado se dá nesse lugar. A igreja é também um espaço subjetivo, baseada na hermenêutica bíblica que interpreta a pessoa como habitação do sagrado. Diante de um mundo plural, um virtuoso relativismo, e a indiferença religiosa até mesmo por parte das igrejas cristãs, este artigo procurou produzir uma proposição significativa da relação humana com o sagrado, um re-pensar sobre como ser igreja.
Palavras-chave: Igreja, Sagrado, Objetivo, Subjetivo, Amor.

Artigo publicado na Revista Davar Polissêmica da Faculdade Batista de Minas Gerais.
Texto Completo em:                                                                 
http://sistemabatista.edu.br/SEER/index.php/teo/article/view/240/249

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A marca da besta

Muito tem se afirmado que o bio chip é a marca da besta, descrita em Apocalipse 13, apesar de haver muitas semelhanças, como o local do implante, bem como a motivação e etc, não existem bases consistentes para que se faça tal afirmação, entretanto qualquer indício apocalíptico dever ser como uma exortação ao nosso proceder em Cristo no tempo que se chama hoje, uma admoestação a que nosso viver seja semelhante ao do Cristo encarnado, o viver deve ser o Cristo.
Se Cristo estiver em nós e nós estivermos verdadeiramente em Cristo não precisaremos nos atemorizar com a marca da besta, ou qualquer outra "ameaça", pois estaremos guardados e selados em Cristo Jesus.

terça-feira, 17 de março de 2015

Opinião Teológica

Este blog tem por objetivo apresentar opiniões teológicas a respeito de diversos assuntos que tangem a nossa vida cotidiana e religiosa, destituido, na medida do possível, das tradições eclesiais discordantes, ou duvidosas em relação ao relato bíblico; prezando por uma interpretação histórico gramatical.