“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará...” João 8.32
É comum no meio Cristão Evangélico pessoas dizerem que conhecem a verdade, por terem muitos anos que participam de uma comunidade religiosa, ou por terem decorado muitos versículos da Bíblia. Semelhantemente, não faltam argumentos cheios de “verdade” àqueles que não vivem em comunidade alguma e consideram plena e satisfatória a verdade que lhe convém.
É comum no meio Cristão Evangélico pessoas dizerem que conhecem a verdade, por terem muitos anos que participam de uma comunidade religiosa, ou por terem decorado muitos versículos da Bíblia. Semelhantemente, não faltam argumentos cheios de “verdade” àqueles que não vivem em comunidade alguma e consideram plena e satisfatória a verdade que lhe convém.
Na era de um mundo
globalizado de fácil acesso à informação, nem sempre de qualidade, o “deus”
google é um oráculo travestido de esfinge, indecifrável e que “devora” seus
algozes pelo pluralismo das “verdades” acessíveis ali, bem como os sofismas
apresentados pela mídia gospel que busca muito mais vender seus produtos que
perpetrar a evangelização que a
justifica. Acrescente-se ai a religiosidade das páginas sociais que mais parece
uma disputa, no panteão grego, dos deuses que realizam os desejos daqueles que
os invocam...
Daí vale a reflexão:
Será que conhecemos a verdade? Ou, de que verdade é essa que o texto bíblico
fala? E mais, o que é o conhecer?
Pressupostos:
Considera-se a Bíblia
como Palavra de Deus revelada, de maneira especial, ao ser humano, afirma-se
também que seu conteúdo é a verdade da qual se apropria este post, considerando
a relação da pessoa com o sagrado (Palavra de Deus)
O cerni da questão é:
Pessoas defendem determinadas posições e atitudes, baseadas numa “verdade” bíblica, que de fato não conhecem. Esse
é um fenômeno social interessante, porém extremamente prejudicial, pois a
cultura da informação rápida e espontânea faz com que falacias se tornem “verdades”
absolutas para os que navegam no ópio da superficialidade de qualquer ação
reflexiva do saber.
A verdade bíblica é
mais que informação, muito mais ampla que conhecimento técnico, imensamente
mais profunda que a prédica dominical, as tradições, e as frases clichês adotadas
por profissionais da oratória gospel que os vazios da verdade ficam repetindo
como um “mântra” ou palavra mágica que trás solução aos problemas.
Conhecer a verdade
somente pode acontecer, primeiro, pela iluminação do Espírito Santo, e Ele que
nos possibilita discernir a verdade do texto bíblico. Segundo, o conhecimento
da verdade transforma nosso caráter, discurso e atitudes necessariamente
precisam estar na mesma direção. Por fim Cristo é o arché do saber, ele é o logos e a própria verdade.